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Prêmio

O Prêmio de Finanças Públicas Graciliano Ramos é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz/AL) em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (FAPEAL). Sua finalidade é incentivar a realização de trabalhos de qualidade técnica que possam subsidiar, efetivamente, a atuação de agentes públicos e privados em benefício da Administração Pública e Financeira do Estado de Alagoas, bem como estimular o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas na área de Finanças Públicas e correlatas.

Homenageado

Em 2017, Graciliano Ramos é o homenageado na primeira edição do Prêmio de Finanças Públicas da Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz/AL). A homenagem ao escritor, um dos ícones mais importantes da literatura brasileira, se deve também por ser um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento da transparência na prestação de contas públicas do Brasil, o denominado Accountability.

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Nascido em 1892, no Estado de Alagoas, que lidera atualmente o ranking nacional de transparência pública, Graciliano era o primogênito de dezesseis filhos, de uma família de classe média da cidade de Quebrangulo. Viveu parte de sua infância no Estado de Pernambuco e nos municípios alagoanos de Viçosa e Palmeira dos Índios. Neste último, o romancista, cronista, contista, jornalista, político e memorialista brasileiro do século XX, apesar de não ter cursado nenhuma faculdade e após ter a experiência de trabalhar com seu pai no comércio da cidade, se tornou prefeito, assumindo o cargo em 1928.

A escolha do homenageado se justifica por ele ter adotado políticas administrativas inovadoras, como a elaboração dos relatórios de atividades da prefeitura em 1929 e 1930, entregues ao governador de Alagoas da época.

Tais relatórios sobre a situação financeira do município podem ser considerados os textos inaugurais de sua obra, já que foram prestações de contas que chamaram atenção pela qualidade literária e zelo com o dinheiro público, afinal, o prefeito não utilizava a formalidade que normalmente era notada em documentos como esses. Logo o material foi reconhecido como preciosa obra literária, devido à perfeita construção linguística, caracterizada apenas em trabalhos de grandes escritores.

No período em que administrou Palmeira dos Índios, Graciliano construiu escolas, estradas e oportunidades. Trabalhou em projetos para a cidade sem beneficiar os mais ricos. Afastou-se do sistema de apadrinhamento político e saiu do mandato deixando dinheiro nos cofres públicos. Sua renúncia muito foi motivada por essas atitudes. Pressões políticas o obrigaram. Não foi corrupto. Viu a crise de 1929 afetar os próprios negócios.

Mudou-se, então, para Maceió, onde foi o responsável pela direção da Imprensa Oficial e da Instrução Pública do Estado. Assumiu um pseudônimo para assinar matérias em jornais de grande circulação. Inquieto, demitiu-se em 1932 e publicou livros.

Em 1933 veio “Caetés” e um ano depois “São Bernardo”. Em 1936 Graciliano Ramos foi preso e fez do período na cadeia fonte de inspiração para uma série de relatos lançados em “Memórias do Cárcere”. Assim como estas obras, o homenageado é autor de muitas outras, escreveu romances, contos, crônicas, literatura infanto-juvenil.

Marcou a literatura brasileira retratando a vida do homem nordestino no sertão. O escritor fez parte da 2ª fase do modernismo, que teve o regionalismo como principal característica. Por suas obras e genialidade, justifica-se esta homenagem, pois uma mente tão brilhante e memorável merece, ainda, inspirar outras mentes pensantes.

“Os dados biográficos é que não posso arranjar, porque não tenho biografia. Nunca fui literato, até pouco tempo vivia na roça e negociava. Por infelicidade, virei prefeito no interior de Alagoas e escrevi uns relatórios que me desgraçaram. Veja o senhor como coisas aparentemente inofensivas inutilizam um cidadão.”

Em carta a Raúl Navarro, tradutor, nov.1937

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